segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Os fluxos e os refluxos do Pós-modernismo Cristão

Os fluxos e os refluxos do
Pós-modernismo Cristão





Muito se tem comentado ultimamente a respeito do crescimento vertiginoso, experimentado pela comunidade evangélica brasileira, principalmente agora, após a apresentação dos resultados do Censo 2010, o qual atesta o salto percentual da população evangélica brasileira nos últimos dez anos de 15,4% para a impressionante marca de 22,2%. Esse crescimento se torna ainda mais intrigante se levado em conta os últimos trinta anos, em cujo período o percentual evangélico saltou de 6,6% para o supracitado 22,2%.
Sob a luz de uma analise criteriosa, tendo como fundamento analítico a Bíblia Sagrada, não demoraremos a constatar que, paralelamente a todo esse crescimento tem se multiplicado também o chamado neo-paganismo evangélico, principalmente no que diz respeito ao segmento pentecostal. Olhando por essa óptica fica fácil perceber as razões pelas quais fora ele o segmento que mais cresceu na categoria: 60% nos últimos dez anos.
É fato que no decurso dos últimos anos o mundo mudou e o pós-modernismo foi o grande responsável por instalar na consciência do homem contemporâneo uma nova forma de classificar a existência, de ler a si mesmo, de se relacionar e, sem duvida alguma, de viver a vida.

Segundo o professor Wilmar Luiz Borth, professor de humanismo e cultura religiosa da PUCRS, a pós-modernidade incita o nascimento de uma nova religião e de um novo código de ética.
Ela tem sido a responsável pelas principais transmutações no que se refere aos principais alicerces da humanidade: Religião, Família, Economia e Política.
Conhecer os fluxos e os refluxos dessa nova ordem mundial implica em encararmos as causas, os efeitos e as possíveis conseqüências disso, que o mundo todo aplaude como a aurora do novo dia ou NEW EGE.
Cristo comissionou sua igreja a atuar no mundo como agentes de influencia. Em sua exposição análoga do discípulo como sal da terra e luz do mundo Ele deixou bem claro a natureza do chamado daqueles aos quais ele confiou à pregação e profissão de fé no evangelho, posto que seja o sal um autentico conservante e a luz o dissipador de trevas.
Está patente aos olhos daqueles que se atém a inquirir a ordem das coisas que os circundam que, a igreja evangélica contemporânea -em grande parte- há muito vem perdendo sua identidade cristocêntrica à medida que caminha a passos largos para uma total des-significação, tal como o sal que se tornou insípido e a luz que se enclausurou debaixo da cuia, posto que viva a desperdiçar todas quantas virtudes lhes fora outorgada quando de seu primeiro amor.
Enquanto muitos festejam a visibilidade alcançada pela comunidade evangélica, como resultado do crescimento quantitativo, completamente alheios às sutilezas que a caracterizam e sem fazer síntese inquisitória dos fenômenos estranhos que presenciam, existe aqueles que choram ante ao declive acentuado da qualidade cristã.
Talvez o que lhe direi a seguir lhe provoque tinos aos ouvidos, mas a despeito de quaisquer coisas, devo lhe declarar, e não sem base em tudo o que se pode observar quanto a esse movimento abrangente que, de maneira estelionatária se auto- classifica evangélico: O Evangelho é a antítese de tudo isso. O que se vê não é a extensão da obra salvívica de Cristo, mas antes de tudo, o resultado do sincretismo mais sutil de que a historia já teve o desprazer de registrar.
Se ainda lhe resta alguma duvida quanto a tudo o que antes falei, acompanhe os fluxos e os refluxos que caracterizam a nova ordem mundial e o que é de fato essência do evangelho do senhor Jesus, e no fim das contas ouse confrontar o movimento evangélico contemporâneo ante a esses dois modelos e comprove sobre qual dos dois ele está alicerçado.

Em Cristo Jesus, que nunca fica sem remanescentes.
Pb.Anderson Moura

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